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NÃO TEMAS PORQUE JESUS CONDUZ O BARCO.

Atualizado: 24 de fev. de 2022

Mateus 10:16-18 “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios”.

Jesus atraía muitos seguidores com a sua pregação, alguns se tornaram seus discípulos e o acompanhava, então, Ele resolveu escolher doze entre os seus discípulos e os nomeou como “Apóstolos”. Jesus os instruiu para que saíssem e levassem a sua mensagem para outras pessoas. Para que fossem bem sucedidos em sua missão, eles receberam o poder de curar enfermos e expulsar demônios. Apesar serem revestidos; eles não teriam uma vida fácil. Jesus advertiu que eles seriam mandados para um ambiente hostil, como ovelhas lançadas no meio de lobos, estariam em lugares importantes na presença de pessoas influentes e que dariam testemunho a elas e a muitas outras, incluindo os mais humildes. Ao aceitarem o chamado de Jesus os discípulos estavam condenados ao martírio e ao esplendor da vida no reino de Deus.

Um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, retratou em seus versos no poema Mar Português o sentimento da alma do povo português: “Quantas noivas ficaram por casar para que fosse nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu”. No período chamado de “As grandes Navegações”, Portugal foi um dos pioneiros e durante muito tempo dominou as águas na busca pela descoberta de novas terras e de riquezas. Naquele período histórico, navegar pelos mares era bastante perigoso, as águas eram agitadas, as embarcações se orientavam através das estrelas porque ainda não se utilizava bússola nem qualquer outro instrumento de navegação. Muitos homens partiam de Portugal se aventurando pelo mar e não voltavam mais para casa, já aqueles que retornavam traziam consigo metais preciosos e especiarias. Fernando Pessoa retrata todas estas histórias em seu poema, ele fala do Bojador, uma cidade no Saara. O navegador Gil Eanes foi o primeiro navegador europeu a navegar e dobrar o cabo do Bojador em 1434, muitos navios europeus desapareceram neste local. Apesar de todas as lendas e fatos que envolviam os dramas das mães, esposas em prantos e filhos que se tornaram órfãos ao perderam seus pais para o mar, muitos homens ainda preferiram navegar e enfrentar o risco de morte a viver uma vida comum. Eles acreditavam no que poderiam encontrar do outro lado do oceano, a fé em Deus era a principal confiança que alimentava seus sonhos. Por conta da coragem desses homens, Portugal, que era uma pequena península ibérica se consolidou como o principal reino da Europa.

Os apóstolos ouviram de Jesus que ao escolherem segui-lo teriam muitas aflições e perseguições. Embora tivessem que enfrentar muitas dificuldades e saberem que suas vidas estaria em risco permanente, eles decidiram anunciar e estabelecer o Reino de Deus na Terra. A principal motivação que eles possuíam era saber a recompensa que lhes seria destinada depois do “além-morte”. A vida é como um grande oceano que precisamos atravessar. A linha do horizonte nos assusta ao imaginarmos que teremos que navegar num mar que nos parece infinito e desconhecido. Medo e coragem são sentimentos que possuímos dentro de cada um de nós, um dos dois vai controlar a nossa vida. A proposta que Jesus nos faz em relação a viver o seu reino envolve compromisso e abnegação, mas existe uma promessa de uma grande recompensa. A dúvida que muitas vezes nos impede de sair do lugar, na verdade é medo de tirar os pés da areia para atravessar as ondas. É preciso ter coragem para seguir em frente, para isso é necessário ter confiança em Deus e no que somos capazes de realizar, pois “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.


Márcio Fostino.


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