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A MENINA QUE QUERIA UMA BÍBLIA

MATEUS 24:14 – “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”

A bíblia é um conjunto de manuscritos sagrados divididos em Antigo Testamento e Novo testamento. Originalmente os gregos utilizavam o termo “biblios” para os papiros que vinham do Egito e que eram utilizados para escrever. O conjunto de escritos ou livros era chamado pelos gregos de “ta bíblia”. Os livros que compõem o Antigo Testamento foram escritos na língua hebraica sendo traduzido posteriormente para a língua grega, na tradução chamada de Septuaginta, já o Novo Testamento foi escrito no grego. No final do século IV Jerônimo traduziu a Bíblia para o latim, idioma predominante no mundo romano. Embora houvesse outras traduções, a latina predominou entre os cristãos durante toda a idade Média. O alemão Johannes Gutenberg 1455 fez a impressão da Vulgata em latim, sendo a primeira Bíblia a ser impressa. Em 1521 Martino Lutero traduziu o Novo Testamento do grego para o alemão, sendo impresso em 1522, a Bíblia no idioma alemão foi publicada em 1534, neste período foram impressas traduções em outros idiomas.

Durante muitos séculos era proibido ter uma Bíblia na própria língua na Europa, só se aceitava a tradução em latim (Vulgata). Em 1645 João Ferreira de Almeida começou a traduzir as cartas paulinas, primeiro usando a tradução de outros idiomas, posteriormente usando a versão grega. Outros deram continuidade a seu trabalho e em 1691 a foi impressa em dois volumes o Novo Testamento na língua portuguesa. Em 1819 foi impressa a primeira tradução da Bíblia em um único volume. Hoje no Brasil a maior parte das traduções bíblicas recorre à tradução João Ferreira de Almeida sendo impressa pela Sociedade Bíblica Brasileira.

A primeira sociedade bíblica no mundo foi à inglesa inspirada na história de uma garotinha galesa chamada Mary Jones. Aos 8 anos ela tinha um desejo ter uma Bíblia para que pudesse ler as passagens dos sermões que ouvia na igreja. Mary era muito pobre sua família não podia comprar uma Bíblia, além disso, não sabia ler, pois não havia escola em seu vilarejo. Aos 10 anos seu pai foi trabalhar numa vila próxima e soube que ali seria aberta uma escola. Quando a escola começou a funcionar Mary foi uma das primeiras crianças a se matricular. Com disciplina e persistência logo aprendeu a ler, porém, havia ainda um grande obstáculo, ela não tinha dinheiro para comprar sua própria Bíblia. Mary começou fazer pequenos trabalhos para obter a quantia necessária, juntou lenha e cuidava de idosos e crianças. Ela comprou algumas galinhas e passou a vender ovos, depois de aprender a costurar conseguiu juntar o valor maior. Aos 14 anos seu pai adoeceu e ela precisou ajudar a família. Finalmente, aos 15 anos de idade conseguiu juntar a o valor necessário.

O pastor de sua igreja informou que ela só conseguiria encontrar um exemplar em outra cidade, há 40 quilômetros de distância. Obstinada, Mary Jones seguiu a pé, pensando em poupar os sapatos para poder usa-los na cidade ela resolveu fazer o percurso descalço. Quando chegou na cidade constatou que o vendedor Rev. Thomas Charles já havia vendido todos exemplares. Mary começou a chorar incessantemente, em seguida contou sua trajetória para estar ali. Comovido, o Reverendo foi até o armário e trouxe uma Bíblia que já fora encomendada e entregou a Mary Jones. Sensibilizado com a história daquela garota, ele contou o fato aos diretores da Sociedade de Folhetos Religiosos da cidade. Com intuito de divulgar a palavra de Deus e para que pessoas como Mary Jones tivessem a oportunidade de adquirir um exemplar das Escrituras, eles criaram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, para traduzir, imprimir e distribuir exemplares da Bíblia.

Atualmente, pessoas em quase todo mundo podem ter acesso a uma Bíblia em seu próprio idioma ou dialeto. Embora haja inúmeras versões e traduções, existe um comprometimento por parte de seus tradutores em ser fiel aos textos originais. Podemos ter acesso a diversas bíblias e a muitas traduções, o mais importante não é o quanto conhecemos as Escrituras Sagradas, mas sim, o quanto vivemos seus ensinamentos e o quanto ela nos fará caminhar.


Márcio Fostino.


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