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BABILÔNIA O CATIVEIRO ESPIRITUAL.

Atualizado: 24 de fev. de 2022

JEREMIAS 25:6-7- “E não andeis após outros deuses para os servirdes, e para vos inclinardes diante deles, nem me provoqueis à ira com a obra de vossas mãos, para que não vos faça mal. Porém não me destes ouvidos, diz o Senhor, mas me provocastes à ira com a obra de vossas mãos, para vosso mal”.

Deus usou o profeta Jeremias para advertir ao povo de Judá e Jerusalém acerca da apostasia. Utilizando-se da figura de um oleiro que refaz o vaso defeituoso, Deus mostra a Jeremias o que faria com o Reino de Judá, castigando com o exílio e o cativeiro na Babilônia. Segundo o relato do livro de Gênesis a Babilônia teria surgido sobre o comando de Ninrode bisneto de Noé. Ninrode foi o fundador de Babel de onde vem à origem da palavra Babilônia, também fundou Nínive, cidade que Deus mandou Jonas pregar o arrependimento ao povo. Deus leva outro profeta Ezequiel em visão para mostrar a sua glória e abominações que estavam sendo cometidas por seu povo. Em visão o profeta observa um buraco na parede do Átrio do santuário, onde vê animais na parede e anciões queimando incenso oferecendo estranhas adorações. Mais a frente Deus mostra mulheres chorando por Tamuz, uma divindade adorada na Babilônia. O Senhor ainda fala de abominações maiores, Ezequiel vê cerca de vinte homens de costa para o templo voltado para o oriente adorando o sol.

O cativeiro na Babilônia foi relatado por Daniel, um jovem da nobreza de Judá que foi levado cativo. Na Bíblia hebraica Daniel não aparece na seção de profetas, mas, nos escritos (Ketuvim), na subdivisão de históricos. Na primeira parte do livro Daniel se dedica a falar do cativeiro judeu, das profecias ligadas a Nabucodonosor e império babilônico. Na sequência Daniel se dedica a profecias ligadas ao fim do cativeiro, o futuro de seu povo e a ascensão de grandes impérios. As profecias de Daniel também tratam sobre os fins dos tempos, por esta razão é chamado de o Apocalipse dos judeus e, servem como base para as revelações do apóstolo João. No Apocalipse de Jesus revelado a João, Babilônia é utilizado como linguagem figurada para apostasia e abominações. João fala sobre uma mulher vestida de vermelho, a grande prostituta, e afirma: “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Ap 17:5). Muitos estudiosos acreditam que no contexto da revelação Babilônia é uma referência a cidade de Roma, capital do Império Romano. No primeiro século d.C. havia muitas religiões em Roma, dentre elas os seguidores do nazareno (Jesus), o culto a deusa Iris e a maior de todas era o mitraísmo. Mitra era uma divindade hindu, a crença nele foi difundida no Império Persa e passou a ser cultuado pelos romanos. No ano 380 d.C. o imperador Teodósio promulgou o edito de Tessalônica declarando o cristianismo como a religião oficial do império. Passou-se a condenar e a punir o paganismo e as heresias que não estavam em conformidade com a religião oficial. O grande problema é que além da crença em Jesus, o cristianismo já havia absorvido as práticas ritualísticas e sacerdotais do mitraísmo.

Apocalipse fala sobre a queda de Babilônia e adverte: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Ap 18:4). Durante a história do cristianismo muitos grupos se levantaram para fazer uma radical purificação religiosa, essas iniciativas muitas vezes acabaram sendo problemáticas e sectárias. Jesus advertiu que não devemos tentar separar o joio do trigo, pois, no intuito de separar um do outro acabamos arrancando os dois, Ele afirmou que esta tarefa será feita pelos ceifeiros, os anjos. A carta do Apocalipse de Jesus a princípio foi endereçada as sete igrejas da Ásia Menor, uma delas é Filadélfia, que permanece fiel e para a qual Jesus disse que abriu uma porta que ninguém pode fechar. Estar em Babilônia é ter uma mente cativa, presa à idolatria, longe dos princípios de Deus e dos ensinamentos de Jesus. O remédio para este mal não é bula de uma denominação religiosa, afinal alguns entendem que o mais importante é guardar o dia de adoração, outros que é guardar o nome de Deus, já outros que são as manifestações dos dons espirituais. A essência de tudo é o sangue de Jesus que nos purifica do pecado e a luz do seu evangelho nos conduz a vida eterna.


Márcio J. Fostino.


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