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DOMINAÇÃO ROMANA A ESCRAVIDÃO POLÍTICA.

Atualizado: 24 de fev. de 2022

JOÃO 11:47-48- “Depois os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho, e diziam: Que faremos? porquanto este homem faz muitos sinais. Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação.”

Jesus foi até Betânia onde seu amigo Lázaro havia morrido. Indo até o túmulo de Lázaro, Jesus o ressuscitou. Temendo perder os privilégios conquistados graças ao apoio dos romanos, os sacerdotes e fariseus passaram a perseguir Jesus a fim de mata-lo, já que os sinais que eram realizados por ele atraía muitos discípulos. A dominação romana na Judeia tinha se iniciado em 63 A.C quando Pompeu invadiu Jerusalém e se intensificará durante o período neotestamentário. Israel era um reino teocrático e era controlado por grupos políticos religiosos tais como: fariseus; saduceus; zelotes e essênios. O poder político judeu estava corrompido. Os fariseus e saduceus controlavam o templo e as sinagogas, o interesse destes grupos era muito mais o de manter o poder e os privilégios do que conduzir a espiritualidade do povo ou resolver os problemas sociais. Biblicamente Roma é representada pelo poder, o amor à opressão e desprezo aos ensinamentos de Jesus, realidade já denunciada por João Batista acarretando sua prisão e decapitação. A pregação de Jesus continuava confrontando a falsa religiosidade dos líderes. O seu poder e sua autoridade configurava uma ameaça bem mais significativa às pretensões dos poderosos daquela região. As autoridades Judaicas o prenderam e entregaram para ser julgado e morto pelos romanos.

Jesus foi preso no Monte das Oliveiras, depois de ser traído e entregue por Judas com um beijo na face. No Sinédrio as autoridades judaicas o acusaram de crime de blasfêmia e de profanar o sábado, dia sagrado no judaísmo. A acusação não era suficiente para condena-lo a morte. Usando o pretexto de que Jesus se apresentava como rei dos judeus e se negava a pagar tributo a Roma, os sacerdotes entregaram Jesus às autoridades romanas. Como Jerusalém ficava na Judeia ele foi entregue ao governador Pôncio Pilatos. Não vendo gravidade nas acusações e entendendo que Jesus era cidadão da Galileia, Pilatos o enviou para a jurisdição do governador Herodes. Jesus foi devolvido a Pilatos para ser julgados. A lei romana exigia que o acusado estivesse presente no julgamento, ele seria interrogado quanto às acusações. Durante o julgamento Jesus permaneceu em silêncio. Pilatos não viu culpa em Jesus, porém, as autoridades judaicas ameaçaram de ir ao imperador denuncia-lo por omissão. Convencido da inocência de Jesus, Pilatos recorreu a uma tradição que previa que durante a páscoa um prisioneiro poderia ser solto, ele deixou que a multidão escolhesse entre Jesus e um criminoso chamado Barrabás. A multidão escolheu a Barrabás, Jesus foi crucificado, morto e depois de três dias ele ressuscitou. Com o passar do tempo seus discípulos se multiplicaram e seu nome se tornou grande, os romanos destruíram o templo, o que levou ao desaparecimento dos fariseus e saduceus.

Jesus disse que nem todo aquele que diz: “Senhor, Senhor”, entrará no reino dos céus. Muitas vezes alguns se apresentam como seguidores de Cristo, porém, não são conscientes de sua cidadania ou se deixam corromper novamente pelos valores deste mundo, se afastam de Deus e dos princípios que regem a vida. O apóstolo Paulo disse que tudo me é licito, mas nem tudo me convém. O reino de Deus é regido por amor e justiça, não podemos lavar as mãos diante das injustiças e nem trair Jesus escolhendo o mal. Quem age com impiedade para com os mais fracos e sofredores não representa o estar em Cristo. Devemos buscar a verdade que se manifestou através de Jesus Cristo e não se moldar pelos valores deste mundo.


Márcio J. Fostino.


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