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FILHOS DE DEUS POR ADOÇÃO.

Atualizado: 24 de fev. de 2022

JOÃO 1:12-14 – “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.

Uma das grandes doutrinas da fé cristã é a adoção. Esta doutrina consiste na crença de que somos apenas criaturas de Deus e, de que o processo de filiação acontece por intermédio da aceitação de seu filho unigênito Jesus, o Cristo. Em seu Evangelho, João apresenta Jesus como o “Filho de Deus”. Já no primeiro capítulo no versículo de número 1 ele descreve que no princípio era o Verbo (logos ou palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Já no versículo 14 afirma-se que: “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Nas suas pregações durante o seu ministério que durou cerca de três anos e meio, Jesus se referia a Deus como “o meu Pai”. Embora tivesse vivido entre os homens, Jesus, como filho de Deus, tinha em sua essência uma natureza divina. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, porém, o pecado fez com ele se separasse de seu criador. O sacrifício de Jesus não só reaproximou o homem de Deus, mas também possibilitou que ele pudesse usufruir da condição de filho. Ao reconhecer a soberania de Deus e aceitar Jesus como filho, o homem herda a vida eterna, do contrário, encontra a morte de sua alma.

Na Idade Média a Europa foi acometida de um surto chamado de “A peste negra” que levou muitas pessoas a morte. Durante este período muitas crianças eram abandonadas e acabavam morrendo. Devido o grande número de bebês encontrados mortos em Roma, uma Irmandade de caridade resolveu organizar um serviço de proteção em um hospital para proteger as crianças abandonadas. Naquela época os órfãos eram chamados de enjeitados ou expostos. Para que fosse mantida anônima a identidade das pessoas que deixavam as crianças, criou-se um mecanismo chamado de roda dos expostos ou enjeitados. Este mecanismo consistia num objeto cilíndrico giratório oco por dentro com porta dos dois lados que eram colocados nas instituições. A criança era colocada na roda pelo lado de fora, tocava-se um sino e a roda era girada. Em Portugal a partir de 1498 as rodas dos expostos começaram a ser difundidas, sempre ligadas a conventos religiosos e a hospitais conhecidos como Casas de Misericórdias. No Brasil devido a uma triste realidade de muitos abandonos em 1726 foi construída em Salvador a primeira roda dos expostos, posteriormente, muitas rodas dos enjeitados foram criadas em instituições espalhadas por todo território nacional. Embora a origem da criança fosse desconhecida e mantida em sigilo, geralmente os enjeitados eram frutos de uma gravidez indesejada, filhos de mães solteiras e muitas destas crianças tinham algum tipo de defeito físico ou certo grau de paralisia cerebral. Se estas crianças não recebessem o auxílio destas instituições provavelmente não sobreviveriam por muito tempo. Após o recebimento, a criança era examinada para saber seu estado de saúde, em seguida ela seria cuidada por uma ama de leite e depois por uma ama seca até os oito anos. Algumas crianças eram batizadas com o nome ligado a informação que estava no bilhete escrito por quem lhe abandonou, muitas vezes deixavam-se bilhetes junto da criança enjeitada. Outros órfãos recebiam o nome da família adotiva, ou um sobrenome ligado à fé cristã como: de Jesus, de Deus, Sacramento e outros.

Ao traçarmos um paralelo de histórias ligadas às rodas dos expostos ou enjeitados com a fé judaico-cristã, o pecado fez com que o homem fosse expulso do paraíso, um muro foi erguido fazendo separação entre ele e Deus, como consequência passou a ser uma criatura exposto a sua própria sorte. Por misericórdia Deus não extinguiu a espécie humana, mas, por amor derramou a sua graça. A graça abriu a porta pela qual o homem pode entrar, tornando-se um filho de Deus e recebendo um novo nome que será escrito no livro da vida.


Márcio Fostino.


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