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JESUS E AS MULHERES.

Atualizado: 24 de fev. de 2022

Lucas 1:41-42- “E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo. E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!”.

Maria era uma jovem ainda solteira e virgem da cidade de Nazaré, que ficava na região da Galileia. Certo dia ela recebeu a mensagem da parte de Deus, que lhe foi entregue por um anjo chamado Gabriel. O anjo disse que ela ficaria grávida e daria luz a um menino que se chamaria Jesus. Algum tempo depois, já grávida de Jesus, Maria foi visitar sua prima Isabel. Maria entrou na casa, assim que ouviu a sua voz, a criança que estava no ventre de Isabel estremeceu em sua barriga. Cheia do Espírito Santo, Isabel disse a Maria: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!”. Isabel estava grávida de João Batista, o mesmo que abriria o caminho para o cumprimento do ministério de Jesus e que mais tarde iria batizá-lo no rio Jordão. Ela ainda disse que seu filho havia estremecido em seu ventre logo que ouviu a voz de Maria, e terminou dizendo: “Bem- aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor”.

A mensagem dada a Maria, assim como as palavras de Isabel são um prenúncio do papel das mulheres no ministério de Jesus. Maria foi à escolhida para que se cumprissem os planos de Deus em relação ao “Messias”. Em uma sociedade patriarcal onde a lei muitas vezes era distorcida e as mulheres acabavam sendo subjugadas, uma adolescente ainda solteira ficar grávida, mesmo que se atribuísse a um dom divino, seria um escândalo social e um fato difícil de ser aceito, neste aspecto a figura de José que se casou com Maria foi fundamental. A gravidez de Maria traz à tona a força da mulher através de seu instinto materno, onde a sua cria passa a ter mais valor que sua própria vida. Este instinto é o mesmo que leva uma mãe a não abandonar um filho que nasce com alguma limitação, ou que cometeu algum erro e se encontra encarcerado. Em relação à missão de Jesus seus discípulos precisavam engravidar e dar à luz de sua mensagem e, cuidar a ponto de fazer crescer e estarem dispostos a morrem por ela e por seu mestre. Muitos homens e mulheres se tornaram seguidores e discípulos de Jesus, no entanto, só as mulheres tiveram a coragem para acompanha-lo de perto no momento da sua crucificação, já que seus discípulos masculinos temiam por suas vidas, Maria viu a morte de seu próprio filho. O fato de muitas mulheres seguirem Jesus mostra a realidade de que os homens na maioria das vezes se convencem das coisas que beneficia a si mesmo, enquanto as mulheres tem um sexto sentido que as torna mais sensíveis em relação à vida.

Durante o seu ministério Jesus quebrou muitos paradigmas e deu visibilidade às mulheres. Quando não se aceitava um homem conversar sozinho com uma mulher publicamente, a mulher samaritana teve um encontro com Jesus que marcou e mudou a vida dela. A mulher que estava sendo apedrejada por cometer adultério foi salva quando Jesus disse: “Aquele que não tiver pecado que atire a primeira pedra”. A lei previa que homens e mulheres deveriam sofrer a mesma punição, ao serem conscientizados de seus pecados, os homens que estavam ali para fazer justiça foram embora e, aquela mulher passou a seguir Jesus. O verdadeiro papel da mulher na construção das sociedades ao longo do tempo foi valorizado por Jesus. Por uma questão histórica o mundo é um lugar dominado pelo machismo. Na antiguidade a subsistência dependia de força física, mas, a partir do momento em que a inteligência e conhecimento se tornaram aspectos importantes na estruturação da sociedade, as mulheres passaram a conquistar novos espaços, no entanto, há muito que se repensar sobre respeito e direito, neste aspecto ninguém melhor que Jesus para poder nos ensinar. Afinal, a forma adequada de construir um mundo melhor é valorizando cada pessoa independente do seu sexo, respeitar pensamentos e entender as necessidades, Jesus ouviu a voz e decifrou o que havia na alma daquelas mulheres, aonde o mundo dizia não o amor e compreensão transformou tristeza em alegria, condenação em perdão, discriminação em igualdade.


Márcio Fostino.

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